Ontem eu estive em uma grande feira de agronegócio, onde eu conheci técnicas e equipamentos modernos que prometem melhorar a vida do trabalhador do campo e aumentar a produtividade de lavouras e rebanhos.
Vi uma máquina de ordenha que retira até 90% do leite presente nos úlberes das vacas! E numa velocidade 2,5x maior do que um profissional experiente conseguiria retirar 65% do mesmo leite! Ou seja, com ela um só homem faz, em menos de 4 horas, o que 3 homens passariam as mesmas 4 horas fazendo. E sem ter que ficar naquela posição tão incômoda, responsável pelos problemas de coluna de muita gente.
Vi também uma pulverizador tracionado de defensivos agrícolas, que maravilha! Ele é puxado por um trator. Com ele é possível fazer a pulverização de até 80 hectares por dia, um serviço para o qual seria preciso uns 3 dias de trabalho de uma dúzia de lavradores, que ficariam muito mais expostos ao veneno (a cada hora. Nem estou falando da exposição total) do que o motorista do trator que arrasta o pulverizador.
E as colheitadeiras, os arados e os semeadores? O trabalho pesado no campo está com os dias contados!
Na verdade, me pareceu que o trabalho no campo está com os dias contados. Uma fazenda de soja que há 10 anos precisava de mais de uma centena de pessoas na época da semeadura e da colheita, hoje consegue fazer os dois serviços com 30 pessoas trabalhando. E em menos tempo.
E aos outros 70 trabalhadores, o que resta? Vir para a cidade em busca de um futuro melhor? Todas as grandes cidades estão cheias de gente que chegou à procura de um futuro melhor e só encontra mais pobreza, só que acompanhada da humilhação.
Ter empregados, assim no campo como na cidade, é cada dia mais caro em grande parte por causa da carga tributária. Se fizesse uma continha boba, fatalmente nossos governantes chegariam à conclusão que reduzir estes impostos sairia davigoliamensamente mais barato do que arcar com todos os custos sociais causados por este problema (segurança, saúde pública, ocupação de locais de risco etc).





